Postado em 28 de Agosto às 17h44

Ensino remoto: 77% dos alunos da rede pública da região Sul fazem as atividades pelo celular

Servidores Públicos (4)


       Setenta e sete por cento dos alunos da rede pública da região Sul fazem as atividades de ensino remoto pelo celular. Os dados são de uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre a educação não presencial com base em levantamento do mês de julho.

       O sistema remoto está presente em Santa Catarina desde o dia 6 de abril com a utilização da plataforma online Google Classroom e disponibilização de atividades impressas nas escolas para quem não possui acesso a internet.

       A pesquisa destaca que a região Sul do Brasil possui índice de 96% dos alunos em educação não presencial supera o índice de 82% de alcance nacional.

       O percentual de estudantes da região Sul que fez alguma das atividades enviadas pela escola na semana anterior ao levantamento foi de 90%, enquanto a média brasileira foi de 68%.

       A mídia mais utilizada pelos estudantes da região Sul é o celular com 77%, seguida de 76% por materiais impressos, 57% pelo computador e 26% pela TV.

       Foram entrevistados 1.056 pais ou responsáveis de estudantes com idade entre seis e 18 anos de escolas públicas municipais e estaduais brasileiras.

       Os resultados apontam confiabilidade dos pais e responsáveis em relação aos professores: a porcentagem de 82% dos entrevistados avalia que os docentes corrigem as atividades não presenciais; 74% consideram que os alunos recebem apoio e orientação dos professores para realização das atividades propostas.

       Ainda conforme o estudo, o índice supera a média nacional, em que 69% afirmaram que os professores corrigem as atividades.


Motivação e envolvimento com o sistema não presencial


- A pesquisa informa ainda que 55% dos pais e responsáveis da região Sul acreditam que os estudantes estão motivados para as atividades. O índice nacional é de 49%.

- 24% dos alunos na região Sul estão mais envolvidos com as atividades escolares do que costumavam estar no período anterior ao isolamento social. O índice nacional é de 18%;

- A região Sul também tem o menor percentual de pais e responsáveis com medo do estudante desistir da escola, índice de 29%.

A pesquisa também apurou o acesso a equipamentos para realização das atividades remotas:

- Na região Sul, 98% dos alunos têm equipamentos com acesso à internet (computador, notebook, tv e celular), sendo que 66% têm para uso individual e 31% dividem o aparelho;

- Entre os estudantes da região, 59% possuem computador ou notebook, 63% TV com acesso à internet e 97% celular com acesso à internet.

        O índice de estudantes com acesso à internet banda larga no domicílio é de 80% na região Sul, enquanto o índice nacional é de 64%;

       O dado é próximo do retrato da rede estadual de Santa Catarina, em que os pais e responsáveis de 18% dos alunos marcaram na matrícula não ter acesso à internet em casa, informação usada para desenvolver o sistema de atividades não presenciais no Estado.


Realidade em Chapecó


       Eliane Taffarel, moradora de Chapecó, licenciada em História, é professora das Escolas Jardim do Lago e Fedelino Machado dos Santos com turmas do sexto e oitavo ano, com alunos de idades entre 11 a 14 anos.

       Antes da pandemia, a professora relata que acordava cedo para embarcar no transporte coletivo e ir até as escolas, mas que atualmente está em casa, mantendo a rotina de preparação de aulas.

       "Trabalhamos com a produção de atividades não presenciais. Mas elas também demandam a elaboração de um plano de aula, de levar tudo controlado para ser comprovado depois e para proporcionar conhecimento para os alunos. As atividades precisam ser acessíveis para ser retirada na escola e desenvolvida em casa", destaca Eliane.

       A ausência do contato físico também é uma angústia da professora. "Sinto falta de poder conversar, de tornar claro o que estou dizendo. Na sala de aula é muito mais fácil. Imagino que para os alunos também esteja difícil a adaptação a essa realidade.

       A professora destaca que o maior desejo é que a pandemia acabe e possa retornar as aulas presenciais. "Quero rever meus alunos e saber que eles e seus familiares estão bem. Acho fundamental manter eles ativos e refletindo sobre tudo que está acontecendo. Isso também faz parte da construção do aluno", reforçou.

Com informações Governo do Estado de Santa Catarina

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Assessoria de Comunicação Vereador Cleiton Fossá

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