Chapecó - A prefeitura de Chapecó foi multada em R$ 440 mil pela 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó e, assim, está impedida de receber transferências de recursos federais até efetuar o pagamento do débito. O Ofício de Protesto de Título já foi comunicado sobre a decisão, assinada pelo promotor Eduardo Sens dos Santos no último dia 14 de setembro. A multa foi aplicada após a administração municipal ter descumprido o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que tratava sobre as normas de segurança nas escolas e creches municipais de Chapecó. A denúncia junto ao Ministério Público de SC (MP) foi apresentada pelo vereador Cleiton Fossá, após efetuar fiscalização nos estabelecimentos público de ensino. Fiscalização No início do mandato, Fossá visitou escolas e creches e constatou a ausência de itens de segurança, como extintores de incêndios, saídas e iluminação de emergências, corrimãos nas escadas, para-raios, projeto de prevenção contra incêndios. Com base nisso, o vereador apresentou representação junto à 13ª Promotoria de Justiça, que instaurou Inquérito Civil em 2 de maio de 2013. Acordo Em 25 de novembro de 2013, o MP e o município de Chapecó firmaram o TAC, que apresentava prazos para adequações dos itens de segurança nos locais de ensino. Conforme o documento, a prefeitura tinha até 1º de abril de 2014 para implementar o projeto de prevenção de incêndios e até 1º de julho de 2014 para apresentar Projeto Preventivo Contra Incêndio e Pânico (PPCI). Atraso Em caso de descumprimento do TAC, estava previsto multa de R$ 1 mil por dia de atraso. No dia 15 de maio de 2015, com 318 dias de atraso, a prefeitura de Chapecó foi notificada pela 13ª Promotoria de Justiça e recebeu um prazo final para cumprir o acordo. Entretanto, novamente não fez as adequações necessárias nos estabelecimentos públicos de ensino da rede municipal. Multa Com isso, o Ministério Público decidiu multar a prefeitura de Chapecó por não cumprir o TAC. Considerando o termo inicial, 1º de julho de 2014, e o termo final, 14 de setembro de 2015, foram 440 dias de atraso, correspondendo ao valor de R$ 440 mil. 'Extrapolaram o prazo em mais de um ano, deixando em risco milhares de estudantes, professores e funcionários', comenta Fossá. Improbidade Segundo Fossá, a situação pode ser ato de improbidade administrativa do agente público responsável, no caso, o prefeito José Caramori ou a secretária de Educação, Astrit Tozzo. 'Estou analisando quais medidas podem ser tomadas, não apenas em responsabilizar o agente público, mas buscar solução urgente visando a proteção dos estudantes, professores e funcionários'.
Compartilhe!
Veja também
Falta de estrutura da Polícia Civil preocupa vereador13/Fev/201513/02/15há 10 anos Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 201513/02/2015Chapecó - A situação da segurança pública em Chapecó, com o crescente aumento da criminalidade, aliada a precariedade da estrutura física das delegacias de Chapecó e a falta de efetivo policial, tem preocupado a comunidade chapecoense. O recente fechamento da 3ª Delegacia, localizada no bairro Efapi, devido a falta de policiais e servidores, sobrecarrega ainda mais o 1º e 2º DP, que precisam de desdobrar para......
Praça no Santo Antônio é discutida29/Mar/201429/03/14há 11 anos Sábado, 29 de Março de 201429/03/2014Chapecó - Atendendo pedido do vereador Cleiton Fossá, a Câmara de Vereadores de Chapecó promoveu, na noite de sexta-feira (28), reunião de trabalho no bairro Santo Antônio. O encontro ocorreu no salão comunitário do bairro e tratou sobre a destinação e......
Defensoria pública visita Câmara de Vereadores08/Abr/201408/04/14há 11 anos Terça-feira, 08 de Abril de 201408/04/2014Chapecó - Os defensores públicos João Coutinho e Vinícius Garcia participaram nesta terça-feira (8) da sessão da Câmara de Vereadores de Chapecó, atendendo solicitação do vereador Cleiton Fossá. Implantada em Chapecó em maio de 2013, a Defensoria Pública é......