Postado em 10 de Março de 2017 às 16h55

Vereador Fossá pede abertura de CPI da Saúde

Cleiton Fossá | Vereador Chapecó – O vereador Cleiton Fossá apresentou na tarde desta quinta-feira, dia 12, requerimento solicitando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pela...

Chapecó – O vereador Cleiton Fossá apresentou na tarde desta quinta-feira, dia 12, requerimento solicitando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pela Câmara de Vereadores de Chapecó. O objetivo é investigar eventual irregularidade administrativa relativa a desvio de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) na Secretaria de Saúde de Chapecó, entre 1º de janeiro de 2013 a 12 de dezembro de 2015.

Para a abertura da CPI são necessárias a assinatura de sete vereadores, ou seja, um terço do Parlamento Municipal. Fossá agora busca apoio de outros seis vereadores. Se aberta, a Comissão será composta por três vereadores e igual número de suplentes e terá prazo inicial de 90 dias. O 'fato certo'para a aberta da CPI, explica Fossá, estão contidos nos documentos que instruem o Inquérito Policial nº 5006513-132016.4.04.7202/SC.

Conforme Fossá, a investigação deflagrada consolida os indícios que o mandato vinha debatendo na Câmara de Vereadores, sobre possíveis irregularidades na pasta da Saúde, que é a Secretaria com maior orçamento da administração municipal. 'Agente público que se silencia diante denúncias de corrupção é conivente ou está envolvido. Espero que os outros vereadores tenham coragem e assinem o requerimento pela abertura da CPI', explica.

O caso

Na manhã de quinta-feira, dia 10, foram cumpridos em Chapecó, pela Polícia Federal, quatro mandados de condução coercitiva e seis de busca e apreensão, através da operação 'Manobra de Osler'. Entre os coagidos, estão a ex-secretária de Saúde de Chapecó, Cleidenara Weirich, e o diretor executivo do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste de Santa Catarina (CIS-Amosc), Paulo Utzig.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a investigação iniciou em 2015 apontou que a ex-secretária destinou, por intermédio do CIS-Amosc, R$ 1,5 milhão do SUS para uma clínica hiperbárica sediada em imóvel de propriedade de seus familiares. As investigações revelaram que o marido da ex-secretária e suas empresas foram os destinatários de significativa parcela de recursos repassados pelo município à clínica.

 

Bruno Pace Dori, Assessoria de Comunicação Cleiton Fossá

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